Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

CIENTISTAS CRIAM PLÁSTICO CAPAZ DE SE REGENERAR

Mäyjo, 10.09.15

Cientistas criam plástico capaz de se regenerar

Todos conhecemos o que os perigos do plástico e a sua incapacidade de desaparecer rapidamente da terra – cerca de 450 anos, estima-se -, mas um grupo de investigadores dos Estados Unidos está a trabalhar num método de regenerar este material.

Inspirado no sistema circulatório dos animais, este novo tipo de plástico consegue preencher grandes rachas e buracos, fazendo crescer para corrigir estas falhas. O estudo, que foi publicado na revista Science, avança que a existência deste tipo de materiais capazes de se autorreparar será um avanço não só para os bens comerciais – este plástico seria ideal para um para-choques de um carro, por exemplo – ou para produtos de difícil conserto ou substituição.

“Desenvolvemos um sistema de reparação num material sintético, ou seja, não vivo, de forma semelhante ao que vemos em algumas espécies”, explicou Jeffry Moore, um dos investigadores.

O novo plástico foi buscar a sua inspiração ao sistema circulatório dos animais. “O sistema vascular permite o transporte de uma grande quantidade de agentes curadores. Mas ele também permite múltiplas reparações, caso a superfície sofra danos várias vezes”, confessou ao Planeta Sustentável Nancy Sottos, professora de engenharia de materiais da Universidade de Illinois, que investigou o novo material.

Os materiais que permitem esta regeneração circulam por dois capilares – vasos sanguíneos mais finos – paralelos. Quando o dano ocorre, os líquidos de cada capilar espalham-se e misturam-se, formando um gel que preenche as rachas ou buracos no material, endurecendo logo após este processo.

A equipa testou a regeneração nos dois tipos de plásticos mais usados comercialmente: termoplásticos – que podem ser moldados a temperaturas elevadas – e termofixos – cuja rigidez não se altera com a temperatura.

Os investigadores conseguiram controlar a velocidade da formação do gel e do seu endurecimento, dependendo do tipo de dano que a superfície apresenta. Um furo causado por uma bala, por exemplo, provoca diversas rachas à volta. Neste caso, a reacção pode ser desacelerada, para que o gel tenha tempo de penetrar em todas as rachas antes de endurecer.

Foto:  rosmary / Creative Commons

PARCERIA LUSO-BRITÂNICA CRIA EMBALAGEM DE DETERGENTE A PARTIR DE PLÁSTICO RECOLHIDO NO MAR

Mäyjo, 10.09.15

Parceria luso-britânica cria embalagem de detergente a partir de plástico recolhido no mar

A primeira embalagem de detergente feita a partir de plástico recolhido dos mares e praias vai ser introduzida nos supermercados do Reino Unido no final do mês. A empresa responsável pela produção da embalagem é aEcover, que produz e comercializa produtos de limpeza ecológicos.

O objectivo da Ocean Bottle é alertar para os perigos a longo prazo da presença deste material nos ecossistemas marinhos, provocando a morte dos peixes e das aves, ameaçando o equilíbrio dos ecossistemas globais.

Para produzir esta nova embalagem feita a partir de plástico reciclado, a Ecover uniu esforços com a portuguesa Logoplaste, produtora de embalagens de plástico, para combinar os detritos retirados do mar com plástico produzido a partir da cana-de-açúcar. Inicialmente, apenas 10% do plástico da nova embalagem vai ser do material retirado do mar, mas de futuro a Ecover espera poder aumentar a proporção.

Quando presente num ambiente marinho, o plástico demora centenas de anos a decompor-se, através da combinação da água salgada com o sol. A quantidade variável de plástico recolhido do mar pela Ecover significa que esse material tinha de ser misturado com outro plástico reciclado para produzir um material robusto que suportasse um produto de limpeza doméstico, refere o Guardian.

“A problemática do plástico no oceano tem uma escala enorme – todos os anos pelo menos um milhão de aves marinhas e 100.000 tubarões, tartarugas, golfinhos e baleias morrem devido à ingestão de plástico. Não existe escolha – simplesmente temos de querer limpar o plástico para o bem de todos”, afirma Philip Malmberg, director executivo da Ecover.

A marca deverá ainda lançar este ano um detergente para a roupa produzido a partir de óleo de alga, uma alternativa mais sustentável ao óleo de palma, que é utilizado actualmente na maioria dos detergentes.

Foto:  EdinburghGreens / Creative Commons

Acordo de Livre Comércio UE - EUA

Mäyjo, 10.09.15

A UE pretende estabelecer um tratado de livre comércio com os EUA que ao abolir as barreiras não alfandegárias e ao uniformizar os padrões de produção e consumo, levará à destruição do Estado de Direito, dos direitos económicos, sociais e culturais, do clima e do meio ambiente, ao conceder poder excessivo às grandes multinacionais e aos limites que imporá à soberania dos Estados de legislarem num sentido favorável ao interesse público: o de todos nós.

Saiba mais sobre o que está em causa aqui.

Ignorar é uma opção, mas está longe de ser a m

 

 

Ignorar é uma opção, mas está longe de ser a melhor solução!

Taxa de mortalidade infantil em Portugal desce 76% em 25 anos

Mäyjo, 10.09.15

A taxa de mortalidade infantil em Portugal continua a ser das mais baixas do mundo, segundo um relatório da UNICEF divulgado ontem, o qual refere que este indicador melhorou em 76% nos últimos 25 anos.

O documento enviado à agência Lusa, com o título `Levels and Trends in Child Mortality Report 2015` (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015), adianta que o país passou de uma taxa de 15 crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes, em 1990, para quatro crianças mortas, em 2015, o que situa Portugal entre os melhores ao nível deste indicador.

Portugal integra um grupo de 14 países que apresenta o terceiro melhor indicador de taxa de mortalidade abaixo dos cinco anos, juntamente com a França, Alemanha, Holanda ou Espanha.

Nos últimos 25 anos, a taxa de mortalidade infantil reduziu-se em 76%, com uma média anual de redução de 5,6%.

A lista é liderada pelo Luxemburgo, Islândia e Finlândia, com uma taxa de mortalidade de duas crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes. Em segundo lugar estão outros sete países com uma taxa de mortalidade de três crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes, como é o caso de Noruega, Suécia, República Checa ou Eslovénia.

Em termos globais, a taxa de mortalidade infantil no mundo desceu para metade em 25 anos, segundo o documento, que indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio para uma redução em dois terços, como estava programado.